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domingo, 17 de maio de 2015

Ambiente de desenvolvimento Python 3 no Jessie

Eu já tinha escrito sobre isso, mas o jeito que eu tinha criado o ambiente de desenvolvimento na minha máquina era muito trabalhoso e as versões atuais do Python (estou escrevendo em maio de 2015) tornaram a vida mais fácil.

1) Veja que versão de Python você tem instalada.
    Se for a versão 3.4 ou superior, está tudo certo.
    Se não for, instale o pacote python3.
         Digite: sudo apt-get install python3

2) Instale o pip do Python 3:
     sudo apt-get install python3-pip

3) Utilize o comando pip3 (e não pip) para instalar o virtualenv:
    Digite: sudo pip3 install virtualenv
    Repare no sudo! Queremos o virtualenv instalado para o computador como um todo e não só para nosso projeto, então temos que ter permissões para mexer na configuração geral do Python.

4) No diretório do seu projeto, crie o ambiente virtual (virtualenv):
     Digite: virtualenv env
     Chamei o diretório de env, então sua pasta ficaria algo assim:
                /qqcoisa/seuprojeto/env

5) Ative o seu ambiente virtual:
     Digite: . env/bin/activate
     Repare o ponto (.) e o espaço. Eles são importantes! Você pode trocar o ponto por source para ficar mais claro, se quiser.
     (Alternativa): source env/bin/activate
     Estou assumindo que você está na pasta do seu projeto, que chamei antes de /qqcoisa/seuprojeto/.

6) Pronto! Agora você já pode instalar módulos de python. Estou usando Python 3, então usarei também o pip3. Faço assim:
     Digite: pip3 install ipython
     Esse ipython é o primeiro módulo que gosto de instalar. Ele deixa o console do python mais amigável. Aí, ao invés de rodar "python" para iniciar a console, uso "ipython". Teste aí!

Abraços,
Otávio

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Como adicionar os repositórios contrib e non-free ao Debian 8 (Jessie)

Demorei um pouco para me acostumar com o Gerenciador de Pacotes (Synaptic) do Debian 8 (Jessie). Minha versão do Synaptic é a 0.81.2.

Depois de apanhar um bocado, finalmente descobri como adicionar os repositórios contrib e non-free, necessários para a instalação do pacote hannah-foo2zjs (que usei para configurar minha impressora no Debian) e outros.

Em versões anteriores, havia um checkbox em que você marcava estes repositórios, mas agora você precisa digitar na área "Seção(ões)".

Fica assim:
URI: http://ftp.br.debian.org/debian/
Distribuição: jessie
Seção(ões): non-free contrib main


Parece bobo, mas achei que merecia um post.

Abraços,
Otávio

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Como instalar e usar o sudo no Debian 8 (Jessie)

Se você resolveu experimentar o Debian 8 e se deparou com a falta do comando sudo, este post é para você. 

Eu já tinha instalado o Debian Jessie e deixado ele mais com a minha cara e no meio do caminho instalei o sudo e várias outras coisas.

Hoje reinstalei o sistema e fiquei de novo abismado com a ausência do comando sudo.

Se você é iniciante em linux e prefere fazer o máximo de tarefas na interface gráfica, recomendo o meu artigo anterior (link acima). Neste aqui eu vou usar mais o console, por ser mais rápido.

Ao instalar o Debian 8, você certamente definiu uma senha de root e outra para seu usuário. Vamos precisar das duas.

1) Abra um terminal;
2) Digite "su"
3) O sistema vai pedir uma senha. Esta é a senha de root.
4) Digite "vi /etc/apt/sources.list"
5) Procure uma linha começada com "deb cdrom: ". No começo desta linha, digite "i" (para inserir) e coloque uma cerquilha: "#" para que o sistema ignore esta linha.
6) Aperte ESC (para parar de escrever), ":" (dois pontos, para digitar comandos), "wq" (salvar e sair) e Enter. Pronto, você atualizou seus repositórios do apt e tirou o CD-Rom do Debian de lá. Se achar que fez bobagem e quiser sair do vi sem salvar, aperte ESC, ":" "q!" e Enter. Isso vai te tirar do modo de digitação (ESC), te colocar no modo de comandos ":" e fechar o vi ("q") sem salvar ("!"). O vi é um editor de texto bem peculiar, vale a pena aprender!

Feito isso, aproveite que está em modo root (o comando su do passo 2) e instale o sudo:
8) Digite "apt-get install sudo"
9) Dê permissão ao seu usuário para usar o sudo. Digite "usermod -a -G sudo seu_usuario".
10) Faça um logoff ou reinicie o computador para poder usar o sudo com seu usuário.

A questão toda de usar "sudo" ou "su" é meio controversa. O Ubuntu adiciona todo usuário aos sudoers, já o Debian sequer instala o sudo. Se você tem uma opinião sobre qual das abordagens é melhor, deixe nos comentários, por favor.

Se quiser ler mais posts sobre o "Debian" use este link ou os marcadores do blog.

Abs!
Otávio



domingo, 4 de janeiro de 2015

Instalando o Java e acessando o Banco do Brasil no Debian XFCE Jessie

Há algum tempo eu escrevi um post sobre como utilizar o site do Banco do Brasil (bb.com.br) no Ubuntu e ele foi um dos mais lidos deste blog.

Agora que estou usando o Debian XFCE Jessie (futuro Debian 8), fui entrar no site do banco e o site ficou com a tela toda em branco, escrito "Aguarde, iniciando o acesso..." e sem nenhuma outra mensagem.

Imaginei que podia ser a falta do Java ou do plugin do Java e fui investigar.



Tentei usar o mesmo procedimento do meu post anterior e descobri não ser possível, então resolvi escrever este novo post.

Na verdade, acessar sites que usam Java no Debian se mostrou muito mais fácil. Você só tem que instalar dois pacotes: openjdk e icedtea-plugin.

Vá em Menu de aplicativos -> Sistema -> Gerenciador de pacotes Synaptic e Pesquise "openjdk". A pesquisa vai encontrar dezenas de pacotes, mas o que queremos é o que tem "jre" (Java runtime engine) e mais nada. No meu caso, encontrei o openjdk-7-jre.


Talvez até você já tivesse esse pacote instalado (eu já tinha), mas ainda fica faltando o plugin para o browser. É aí que entra o icedtea-plugin.



Siga o mesmo procedimento acima, entre no Synaptic e busque icedtea-plugin. A descrição não é lá tão elucidativa, mas explica:

"IcedTeaPlugin é uma extensão para navegador web para executar  miniaplicativos Java, suportando LiveConnect/Javascript. Ele é direcionado
para xulrunner-1.9 e navegadores compatíveis que suportem o NPAPI."

Ou seja, o IcedTeaPlugin é o plugin do Java!

Depois de instalar o icedtea, o site do BB pediu várias permissões.

Primeiro, ele pediu para eu permitir o complemento do IcedTea-Web. Eu cliquei em Permitir (Allow) e depois em Permitir e Memorizar (Allow and Remember).

 
Na tela seguinte, o site pediu para eu confirmar permissão para o Módulo de Segurança do Banco do Brasil, já que ele usa recursos de dois outros locais.



A mensagem exata é a seguinte:

The application Modulo de Seguranca Banco do Brasil from https://www2.bancobrasil.com.br/aapf/login.jsp?aapf.IDH=sim&perfil=6 resources from the following remote locations:
  • www2.bancobrasil.com.br/aapf e
  • www2.bancobrasil.com.br/aapf/idh
Are you sure you want to run this application?

Eu respondi que sim (Yes) e o site entrou normalmente.

Abs.,
Otávio

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Instalar impressora HP Laserjet 1020 no Debian Linux 7.7 (Wheezy) e Debian 8 (Jessie)

(Atualizado em 07/12/2014 para incluir configuração no Jessie)

Fiquei um tempão apanhando para colocar minha impressora para funcionar.

No fim, parece que o que funcionou foi instalar o pacote hannah-foo2zjs.

ATUALIZAÇÃO (em 07/02/2015): Para localizar o pacote, você precisa adicionar os repositórios contrib e non-free ao synaptic, como fiz neste outro post.


Com o pacote instalado, rodei em um terminal:  sudo hannah-foo2zjs

Com isso, pude escolher minha impressora (HP1020) no meio de muitas outras HP, Minolta, Samsung e Xerox.


Aí, marquei para fazer o download e pude adicionar a impressora normalmente pelo gerenciador de impressão do Debian.

-- ATUALIZAÇÃO (em 07/12/2014) --
A impressora parou de funcionar depois de ficar sem papel durante uma impressão. Por coincidência, eu tinha também instalado o Debian Jessie pouco antes e fiquei sem saber o que causou o problema. Para piorar, esta minha dica também deixou de funcionar. Caos! Uma semana sem impressora! Mas descobri como resolver:

1) Desinstalei todos os programas relativos à impressora. Usei a desinstalação completa (purge), que inclui as configurações. Nisso foram embora: cups, hplip, hpcups, hannah-foo2zjs, foo2zjs e quase tudo que tinha hp no nome.

2) Reiniciei o computador.

3) Reinstalei o cups e o hannah-foo2zjs.

4) Criei um link para o arquivo getweb:
  sudo ln -s /usr/sbin/getweb /usr/bin/getweb
(parece que esse pacote hannah-foo2zjs está abandonado e usa referência ao arquivo errado)

5) Rodei o hannah-foo2zjs e instalei o driver como ensinei acima:
  sudo hannah-foo2zjs

6) Reiniciei o computador

7) Instalei hplip e hplip-gui

8) Reiniciei o computador

9) Cliquei em "Menu de aplicativos" -> Configurações -> "Configurações da impressora"

10) Adicionei minha impressora, como se nada tivesse acontecido.

Mais uma coisa: quando o configurador de impressora ou o CUPS pedir usuário e senha, faça login como root.

E se for imprimir frente e verso, use essa minha dica do ano passado que ainda funciona direitinho:
Economizando papel no Linux

-- Fim da Atualização --

Espero que isso ajude outros em apuros com o cups, hplip, hpcups e outros tantos pacotes destinados a resolver problemas de instalação de impressoras no linux.

Abraços!
 

Deixando o Debian XFCE bonito e utilizável

Logo que você instala o Debian 8 Jessie (ou o Debian 7 Wheezy com XFCE), você fica com um Linux horroroso que não dá nenhuma vontade de usar.


Além de feio e esquisito, ele vêm com um browser estranho, um tal de Iceweasel que é uma versão bizarra do Firefox. Vou te ensinar a se livrar dele, mas antes vou executar algumas tarefas mais urgentes.

Muitas dicas eu tirei desse site em inglês, mas vou reproduzir aqui em português e explicar alguma eventual dificuldade que tive.

Primeiro, vá em Menu de aplicativos -> Sistema -> Gerenciador de pacotes Synaptic. Vou chamar esse programa só de Synaptic daqui para frente.

Dentro do Synaptic, vá em Configurações -> Repositórios.


Marque as caixas "Aplicativos compatíveis com a DFSG mas com dependências não-livres (contrib)" e "Aplicativos não compatíveis com a DFSG (non-free)". Isso vai te permitir instalar programas não livres. Aproveite e clique em "Other Software" e desmarque o CD-Rom. Clique em Fechar.


Clique no botão Recarregar.

Agora você já pode clicar na lupa e procurar pacotes de drivers não livres de que você precisa. Quase todos os micros usam placas de rede Realtek e o linux reclama da falta de um driver. No meu ficava assim:

[   12.244689] r8169 0000:03:00.0: firmware: agent aborted loading rtl_nic/rtl8168e-3.fw (not found?)
[   12.244790] r8169 0000:03:00.0: eth0: unable to load firmware patch rtl_nic/rtl8168e-3.fw (-2)

Esse driver (assim como outros da Realtek) está em um pacote chamado "firmware-realtek".

Se você tiver uma placa de vídeo Radeon ou outro equipamento que desconfia que não está bem instalado, procure o pacote "firmware-linux". Ele contém diversos drivers de vários fabricantes.

Para instalar qualquer programa, você clica com o botão direito nele e escolhe "Marcar para instalação". Depois clica em "Aplicar".

Hora de deixar o Linux mais bonito! Vá em "Menu de aplicativos" -> Configurações -> Aparência.

Escolha um Estilo de que goste. Eu gostei da Adwaita, mas preferi aumentar a fonte. Deixei Sans, mas com fonte 12 (o padrão é 10).


Hora de ajustar o papel de parede e o tamanho dos ícones no desktop. "Menu de Aplicativos" -> Configurações -> "Área de Trabalho". Eu escolhi ícones gigantes (54) no lugar do padrão (36). Coloquei também o papel de parede Aquarius.svg no lugar do default (ou do xfce-stripes).


Eu fico muito confuso com os "Espaços de trabalho" do Linux. Você pode abrir programas em várias "telas" e depois ficar navegando por essas telas. Eu acho isso esquisito e prefiro ficar com uma tela só. Para desligar, vá para "Menu de Aplicativos" -> Configurações -> "Espaços de Trabalho". Defini o Número de espaços de trabalho como 1.


Como tirei os outros espaços, posso tirar o seletor de espaço do painel (aquela barra no topo da tela). Para alterar um painel (o XFCE vem com dois deles), clique com o botão direito no painel, em  Painel e em "Preferências do painel". Selecione o "Alternador de espaço de trabalho" em Itens e clique no sinal de menos (-) para removê-lo.


Aproveite que está aí e mexa na posição e quantidade de painéis. Na barra de seleção no topo da janela, selecione o Painel 2. Clique no sinal de menos (-) para removê-lo também. No painel 1, eu aumentei o tamanho da barra para 46 e desmarquei o "trancar painel". Assim, eu posso arrastar a barra pegando pelas "alças" nos cantos dela. Arrastei para baixo.


Como aumentei o tamanho de vários botões, o menu dos programas ficou pequeno em comparação com o resto. Para aumentá-lo, vá em "Menu de aplicativos" -> Configurações -> "Gerenciador de Janelas".



Aumentei a fonte de título. Ficou "Sans Bold | 12" (era 9). Também troquei o tema dos botões. Em Estilo, escolhi "RedmondXP" (Windows XP). Ele ficou com uns botões grandes para minimizar, maximizar e fechar a janela com um x vermelho.



Aproveitei e cliquei em Teclado e mudei o botão de "Mostrar área de trabalho". Coloquei <Super>d (ou tecla do Windows + d), para ficar igual ao do computador do trabalho (que usa Windows 7).

Para mudar algum atalho é só você só achar o item que quer trocar e clicar duas vezes. Aí ele fica esperando você digitar o atalho que escolheu.

Outra coisa que eu gosto de fazer é deixar o computador funcionar sem senha. Eu prefiro que o pessoal daqui de casa consiga fazer coisas normais com meu usuário (como acessar a internet e jogar minecraft) do que criar uma senha para cada um. Para isso, você precisa configurar o autologin.

O problema é que o Debian não vem com um jeito fácil de fazer isso. Você tem que usar uma linha de comando que faz isso, mas é fácil de errar e estragar alguma coisa desse jeito. Preferi fazer em etapas:
1) Instalar o sudo (pasme! o Debian não vem com o sudo instalado)
 *Obs: meu Synaptic queria instalar o "sudo" de um CD. Como nunca tive um CD do Debian, fui em "Configurações" -> Repositórios -> "Other software" e desmarquei a caixa do cd-rom. Fechei a janela e cliquei Recarregar. Aí deu para instalar normal.

1.1. Clique na lupa e digite "sudo" (busque só por Nome, para restringir);
1.2. Procure o sudo na lista e clique sobre ele com o botão direito;
1.3. Selecione "Marcar para instalação";
1.4. Clique em aplicar.

2) Dar acesso ao seu usuário para utilizar o sudo:
2.1. Abra um terminal ("Menu de Aplicativos" -> "Emulador de Terminal").
2.2. Escreva "su" e aperte enter.
2.3. Digite a senha de root. (provavelmente pela última vez)
2.4. Escreva "usermod -a -G sudo seu_usuario" (trocando seu_usuario pelo seu login);
2.5. Reinicie o computador.

3) Mude o arquivo de configuração do lightdm
3.1. Abra um terminal ("Menu de Aplicativos" -> "Emulador de Terminal");
3.2. Escreva "sudo nano /etc/lightdm/lightdm.conf" e confirme com sua senha;
3.3. Desça a tela (com a seta para baixo do teclado) até achar [SeatDefaults] (com os colchetes);
3.4. Várias linhas abaixo (pouco acima de "#Seat configuration", você vai ver duas linhas assim:
  #autologin-user=
  #autologin-user-timeout=0
3.5. Apague o cerquilha ("#") dessas duas linhas. Na primeira, escreva seu login:
  autologin-user=seu_usuario
  autologin-user-timeout=0
3.6. Aperte Ctrl+X para sair. Confirme que quer salvar o buffer com "S" e aperte Enter quando ele perguntar o nome do arquivo.
3.7. Pronto! Agora você pode reiniciar o computador de novo e perceberá que não precisa mais colocar seu usuário e senha.


E os itens do painel?

Para item inicial, gostei do Menu Whisker:
http://gottcode.org/xfce4-whiskermenu-plugin/

Ele se parece com o botão Iniciar do Windows 7 ou com o menu inicial do Linux Mint. Eu acho muito mais fácil de usar, pois tem uma barra para procurar programas.

Também gosto de ter ali na barra um terminal pronto para uso e o browser.

Para instalar o Firefox no Debian, usei essa dica aqui:
http://www.whaleblubber.ca/install-firefox-debian/

1) Primeiro você baixa a versão que você quer. Eu queria a versão Linux 64-bit em português do Brasil: https://www.mozilla.org/en-US/firefox/all/?q=Portuguese%20%28Brazilian%29,%20Portugu%C3%AAs%20%28do%C2%A0Brasil%29


2) Cliquei para Salvar e abri a pasta Downloads. Lá, cliquei com o botão direito na janela e escolhi "Abrir terminal aqui".

3) Dentro do terminal, você descompacta o arquivo que baixou:
    tar xjf firefox-*

4) Isso vai criar uma pasta ali mesmo, que você deve mover para /opt/ com esse comando:
    sudo mv firefox /opt/firefox

5) E então você cria um link para este diretório na pasta de programas (/usr/bin) assim:
    sudo mv /usr/bin/firefox /usr/bin/firefox.old
(isso tira o tal do iceweasel do lugar onde queremos o firefox)
    sudo ln -s /opt/firefox/firefox /usr/bin/firefox
(isso cria o link. Tem dois firefox no começo do comando, é assim mesmo)

6) Agora você já pode dizer para o Debian que o firefox é um browser:
    sudo update-alternatives --install /usr/bin/x-www-browser x-www-browser /usr/bin/firefox 90

7) E depois é só rodar o Firefox uma vez com sudo:
    sudo firefox


Como colocamos o programa na pasta /opt/, seu usuário normal pode não conseguir atualizá-lo, então recomendo que você olhe de vez em quando se o Firefox está atualizado pelo menu Ajuda/Sobre o Firefox.

Nesta primeira execução, deixe somente o Firefox atualizar (ou te dizer que já está atualizado) e feche a janela. Ao executar um programa com "sudo" você está usando o perfil de root, que não é apropriado para tarefas do dia a dia.

Para usar normalmente o browser, você pode usar a opção "Navegador web" do menu do XFCE.



Pronto. Com estas dicas, seu Linux já deve ter ficado com uma cara bonita e mais agradável de se usar. Depois vou acrescentando dicas aqui se achar que preciso mudar mais coisas.

Abraços!






domingo, 16 de novembro de 2014

Instalando o Debian XFCE no Ultrabook Asus S46C

RESUMO PARA QUEM ESTÁ COM PRESSA: Se seu notebook é novo, instale o Debian 8 (Jessie). Esqueça o Wheezy (Debian 7) e poupe dores de cabeça.

Voltamos à programação normal:

Esta semana comprei um notebook novo para poder fazer atividades de edição de vídeo no Calango Hacker Clube.

O computador, um Ultrabook Asus S46C, é muito bom, mas vem com Windows 8 e eu queria usar Linux nele.

Antes de qualquer coisa, liguei a máquina, coloquei ela na rede e deixei o Windows 8 de fábrica fazer as mais de 100 atualizações. Só isso levou um dia inteiro, reiniciando o computador várias vezes. Acho que foi bom dar uma brincada com o notebook antes de detonar o sistema operacional, mas dispensaria essas atualizações se fosse fazer tudo de novo hoje.

Depois de ter certeza de que não queria usar o Windows 8, era hora de instalar o Linux. Ainda assim, sou medroso e não gosto de tomar atitudes irreversíveis. Assim, resolvi fazer uma cópia de backup das partições de recuperação que vieram no notebook, para o caso de um dia eu querer reinstalar o Windows 8. Vai que o notebook tinha algum recurso que só funciona no Windows?

Para essa tarefa, usei o Clonezilla.Clonezilla é uma distribuição Linux que permite você copiar partições inteiras. É como o Norton Ghost e outros programas do gênero. Você dá boot com ele e segue as instruções na tela. Tudo muito simples. Para o HD.

O notebook vem também com um drive SSD de 24GB. Esse eu achei que o Clonezilla ia copiar mais facilmente ainda, tão pequeno... Só que não. Tive que usar o bom e velho "dd", um comando conhecido como "destruidor de dados". O comando exato que usei foi esse aqui embaixo, mas eu estudaria bem o que isso faz antes de sair usando:
sudo dd if=/dev/sdb bs=4096 | gzip > dd-sdb.gz

Agora, sim. Gravei as cópias das partições em um HD externo e fiquei livre para começar a destruição!

Meu netbook está rodando o manjaro e meu desktop roda Ubuntu, mas desta vez optei pelo Debian. A versão estável dele é a 7.7 (Wheezy), então fui com ela.


Instalar o Debian 7.7 (Wheezy) foi muito tranquilo. Ele já dá umas sugestões de particionamento do disco e tudo. Dei uma estudada e decidi colocar as partições que gravam mais no HD, deixando o SSD com as partições mais "estáveis". Deixei a /home no HD também. Como nessa partição vão morar meus dados, é melhor que ela seja mais fácil de recuperar. Dizem que recuperar dados de um SSD beira o impossível.

Se alguém quiser uma sugestão de partições para usar o linux em um computador com HD e SSD, a minha ficou assim:
/ (root) = SSD = 1 GB (o Debian sugeriu 350MB);
/var = HD = 3 GB;
/tmp = HD = 400MB (essa poderia viver na memória RAM. Vou fazer isso um dia);
/swap = HD = 12 GB (essa não pode ficar no SSD de jeito algum);
/home = HD = todo o resto do HD (quase 1 TB);
/usr = SSD = 8.4 GB (essa partição é praticamente somente leitura);
(livre) = SSD = 6,5 GB (dizem que é bom deixar de 7 a 30% do SSD não particionado).
Sobrou um pouco de espaço no SSD, então criei uma partição "/ssd" para o caso de eu resolver usar depois.

O restante da instalação foi bem tranquila. Usei a versão XFCE do Debian. Eu ia com a LXDE, que é a mais leve de todas, mas não fui com a cara dela. É sempre bom experimentar versões "live" (que rodam direto do pendrive) antes de escolher.

A única coisa que não funcionou após a instalação inicial foi  o suporte à placa de vídeo Nvidia. De início, nem notei. Minha filha jogou Minecraft um dia inteiro usando só a placa de vídeo intel integrada.

Ahn?!

É isso mesmo! O notebook tem, na realidade, duas placas de vídeo: uma intel integrada e uma Nvidia GEForce de 2GB. E o que é melhor: usa um sistema que permite que a placa da Nvidia só seja utilizada quando é necessária (ou solicitada), o que permite uma economia de energia muito grande.

O problema desse recurso, chamado Optimus, é que ele é novo e precisa de softwares específicos para funcionar. Descobri que a melhor companhia para o Optimus é o Bumblebee. Óbvio! Nos Transformers e no Linux eles são os melhores amigos. Então eu fui à luta para tentar instalar o bumblebee. Se quiser ler mais sobre isso, pule para o epílogo deste post.

Depois de muito ralar, descobri que o problema não era com os drivers da Nvidia, mas sim com o suporte à placa da Intel. O que acontece é que a placa mãe do notebook só tem suporte no Debian Jessie (Debian 8) e por isso o Bumblebee não funciona no Debian 7 (Wheezy).

Eu já tinha configurado algumas coisas no notebook. Já tinha colocado um tema nas janelas (usei o redmondXP, que parece o Windows XP), tinha colocado um controle de volume e várias outras coisas sugeridas para se fazer depois de instalar o XFCE, inclusive instalar o Firefox. Assim, preferi atualizar a distribuição ao invés de instalar tudo de novo.

Atualizar do Wheezy para o Jessie foi bem fácil. Você só precisa editar o arquivo "/etc/apt/sources.list" e trocar tudo que diz "wheezy" para "jessie". Isso vai trocar os repositórios. Aí é só atualizar o sistema com os comandos:

sudo apt-get update 
sudo apt-get --download-only dist-upgrade 
sudo apt-get dist-upgrade

Achei muito tranquilo. Toda hora que precisava tomar uma decisão, o sistema deu explicações muito fáceis sobre o que tinha que ser feito. E em dois momentos ele deu erro mas sugeriu o comando a executar para consertar. Foi muito fácil.

Depois de atualizar para o Debian Jessie, o computador ficou muito rápido! Eu já tinha achado ele rápido com o Debian Wheezy, mas dei crédito ao i7 (meu desktop é um i5). Com o Jessie, ele ficou muito mais rápido.

Ah, sim, para usar a placa de vídeo nvidia, você precisa rodar os comandos com um "optirun" antes. Então, para jogar minecraft, meu comando agora é:

optirun java -Xmx1024M -Xms512M -cp minecraft.jar net.minecraft.bootstrap.Bootstrap

Parece muita coisa para rodar um joguinho, mas é só colocar tudo isso num atalho ou botão para colocar seu Minecraft no desktop.

Outra coisa boa a se fazer com o sistema instalado é colocar os caracteres "/" e "?" num lugar acessível. Afinal, quem usa linux sem a barra? Ou escreve sem interrogação? Para colocar a tecla "/?" entre o alt e o ctrl do lado direito (no lugar do botão estranho com uma lista), o comando é o seguinte:

xmodmap -e "keycode 135 = slash question"

E para fazer o XFCE rodar isto sempre que iniciar, você altera o script de inicialização dele. Basicamente, é copiar o arquivo /etc/xdg/xfce4/xinitrc para ~/.config/xfce4/ e colocar esse comando no começo dele.

Outra coisa que achei útil foi colocar o botão F9 para desligar o trackpad. O trackpad desse notebook é grande e fica atrapalhando quando digito. Então fui na configuração de teclado e associei um script para ligar e desligar o trackpad a esta tecla.

Bom proveito!

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Epilogo

Se você acha que consegue fazer o bumblebee rodar no wheezy e precisa ver mais motivos (com telas e log) para te convencer, continue lendo.

Esta foi minha odisséia em busca de colocar o bumblebee funcionando no wheezy:

Encontrei referência a um pacote "bumblebee-nvidia" e o google me disse que ele estava no repositório "contrib" em wheezy-backports:
https://packages.debian.org/wheezy-backports/utils/bumblebee-nvidia
Então adicionei esse repositório no meu synaptic:
deb http://http.debian.net/debian wheezy-backports main contrib
Depois de recarregar, o pacote bumblebee-nvidia ficou disponível, com suas inúmeras dependências:
Instalei e reiniciei. Para testar, tentei rodar "glxspheres", mas ele não existia:

otavio@otavio-note:~$ glxspheres
bash: glxspheres: comando não encontrado
Li que ele pertencia ao pacote mesa-utils, então instalei, mas não tinha também... Tinha um glxgears, no entanto:


Então rodei outro teste:
optirun

e o resultado foi:

[ERROR]You've no permission to communicate with the Bumblebee daemon. 
Try adding yourself to the 'bumblebee' group
Então eu fiz isso: sudo usermod -a -G bumblebee otavio
E confirmei se eu estava mesmo no grupo: groups otavio
E reiniciei o bumblebee:
sudo service bumblebeed restart

Recebi um ok, mas o resultado do optirun foi o mesmo...

Na falta de coisa melhor para fazer, reiniciei o computador...

Depois de reiniciar, consegui algum avanço:
otavio@otavio-note:~$ optirun glxgears
[   28.735500] [ERROR]Cannot access secondary GPU - error: 
[XORG] (EE) NVIDIA(0): Failed to initialize the NVIDIA GPU at PCI:1:0:0.  Please
[   28.735560] [ERROR]Aborting because fallback start is disabled.

Depois disso, o notebook ficou louco! Ligou o cooler e ficou mostrando mensagens sobre a bateria até desligar, uns dois minutos depois.

Ligando o computador de novo, fiz o seguinte:

sudo grep bumblebeed /var/log/syslog 
Nov 15 17:56:59 otavio-note bumblebeed[2924]: /usr/sbin/bumblebeed 3.2.1 started
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0): Failed to initialize the NVIDIA GPU at PCI:1:0:0.  Please
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0):     check your system's kernel log for additional error
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0):     messages and refer to Chapter 8: Common Problems in the
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0):     README for additional information.
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0): Failed to initialize the NVIDIA graphics device!
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0): Failing initialization of X screen 0
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) Screen(s) found, but none have a usable configuration.
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: X did not start properly
Nov 15 18:00:35 otavio-note bumblebeed[2935]: /usr/sbin/bumblebeed 3.2.1 started
Descobri que o tal capítulo 8 que a mensagem referencia é do seguinte arquivo:
/usr/share/doc/nvidia-kernel-dkms/README.txt.gz
... mas isso não ajudou muito...

Tentei procurar mensagens no kernel:
otavio@otavio-note:~$ sudo grep bumblebeed /var/log/kern.log 
otavio@otavio-note:~$ sudo grep nvidia /var/log/kern.log 
Nov 15 17:57:17 otavio-note kernel: [   28.104207] nvidia: module license 'NVIDIA' taints kernel.
Nov 15 17:57:17 otavio-note kernel: [   28.194483] nvidia 0000:01:00.0: setting latency timer to 64

Dizem que essa história de "taints kernel" não quer dizer nada...

Então não obtive nenhuma ajuda aqui.

Começando a estudar tudo de novo, fui lá na página do Bumblebee e achei o seguinte:
https://wiki.debian.org/Bumblebee

Note wheezy-backports does not contain the newer xserver-xorg-video-intel package that is needed by newer intel cards. If you find yourself stuck with the fbdev or vesa driver then you'll need to upgrade to jessie or sid. 

Ou seja, dancei! Tive que trocar a versão do meu debian! Meu notebook deve usar uma dessas placas intel mais recentes...

O resultado eu já disse acima.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Como instalar o Manjaro 0.8.9 em um netbook


Quem acompanha meu blog pode ter acompanhado a minha busca pela melhor distribuição Linux para um netbook velho que eu tinha aqui em casa.

Escolher um sistema operacional não é uma coisa muito simples, ainda mais se você tem necessidades específicas.

Eu queria um linux que rodasse bem no meu Asus EeePC Surf 2g. Ele só tem 512MB e veio com um sistema operacional customizado pela ASUS que não tem atualizações disponíveis há muitos anos.

Eu já tinha tentado instalar um Puppy Linux e outras distribuições, sem nenhum sucesso. Aí eu tentei o Arch Linux uma vez, mas não consegui colocar uma interface gráfica. Então tentei uma segunda vez, desta vez em um desktop, mas não fui muito mais longe. Por fim, larguei de mão do Arch Linux puro e instalei o Manjaro no meu netbook, mas não dei muita explicação. No meu post sobre o assunto, falei mais sobre os problemas que encontrei no caminho.

Pois bem, depois de passar mais um tempo com ele encostado, resolvi pegar de novo o netbook para mexer. Fui atualizá-lo e tive alguma dificuldade com o Openbox e problemas de permissões na hora de atualizar via console com o pacman. Achei que era uma boa oportunidade de começar do zero e registrar aqui o passo a passo completo.

Antes de tudo, você deve entrar lá na página do Manjaro e fazer o download da versão que você deseja instalar..

Desta vez escolhi a versão XFCE. Na verdade, da última vez eu acho que não tinha escolhido essa porque o pendrive que eu tinha disponível era de 1GB e o arquivo tinhas uns 70MB mais do que isso... Literalmente, foi por muito pouco que não consegui usá-la... Desta vez apelei e formatei um pendrive de 16GB, apesar de ter um menor em alguma gaveta... Se você tiver um de 2GB, acho que é o tamanho ideal. Se quiser usar um pendrive com mais que isso (como eu fiz), fique à vontade..

Lembre-se de que você vai precisar de duas mídias: um cartão SD de 6GB (ou mais) para instalar o sistema operacional que vai rodar no netbook e um pendrive de 2GB (ou mais) para servir de "disco de instalação". Você pode usar dois pendrives, mas não adianta ter dois cartões SD. O meu netbook só tem um leitor de cartão SD. Então, a não ser que você tenha um leitor de cartões USB, você precisa de um pendrive e um cartão.

Na minha tentativa anterior, eu tinha escolhido a versão Openbox e daquela vez o pendrive de 1GB serviu bem e o cartão de 4GB também. Aparentemente, a edição XFCE é mais "gulosa". Para essa, você vai precisar de um pendrive de 2GB e um cartão de 6GB.

Vamos começar pela preparação do pendrive de instalação. Toda vez que eu mencionar pendrive agora vai ser a mídia onde está a imagem de instalação, que prepararemos agora. Quando eu falar em cartão SD, estou falando da mídia em que o Manjaro ficará instalado em definitivo, que vai ficar morando dentro do netbook. Se você estiver usando mídias diferentes, tenha isso em mente.

Sugiro que a formatação do pendrive seja feita no modo FAT32, que é o padrão de fábrica, normalmente. Este padrão funciona bem em qualquer sistema operacional. É bom também dar um rótulo (label) para o pendrive, vai ajudar a identificá-lo durante a instalação.

Para gravar o disco de instalação no pendrive, você vai precisar do UNetbootin. O que o UNetbootin faz é gravar uma imagem ISO em um pendrive, o que corresponde a queimar um CD, como se dizia antigamente. Uma imagem ISO é um grande arquivo compactado que contém todo o conteúdo de um CD, DVD ou Blu-Ray. Ela guarda os arquivos e alguma configuração do CD original, então não adianta você simplesmente descompactá-la no pendrive, você precisa de um programa que transforme a partição do pendrive numa cópia exata da partição que deu origem a imagem. É isso que o UNetbootin faz.

Escolha com cuidado a letra do drive onde vai gravar a imagem, para evitar apagar alguma coisa.

A primeira vez em que rodei o UNetbootin deu errado, lógico. Fui dar o boot no netbook e ele dizia que a imagem estava inválida ("Invalid or corrupt kernel image"). Aí formatei o pendrive sem usar a opção rápida (levou uma meia hora) e gravei de novo. Aí, sim, deu errado de novo! Então deixei de ser teimoso e fui olhar se o arquivo tinha sido baixado direitinho. Como se faz isso? Conferindo o checksum. Checksum é uma análise de arquivos que gera um código a partir dos dados do arquivo. Dois arquivos idênticos devem gerar exatamente o mesmo código, como no processo de assinatura digital. A maioria dos sites que têm grandes arquivos para baixar disponibiliza o checksum para você conferir. No meu caso, usei o sha1sum.


Mesmo no Windows, eu gosto de usar terminal unix, então uso muito o Cygwin. É como o "cmd" do Windows, mas você usa "ls" ao invés de "dir", por exemplo. Ou seja, os comandos do Linux. Dentro do Cygwin você pode instalar pacotes, como no Linux. Não me lembro se o sha1sum já vem com ele ou instalei, mas rodei de lá. É só dar um "sha1sum arquivo.iso" que ele te mostra o checksum do arquivo. O comando demora um pouquinho para rodar (uns 2 minutos), não se preocupe.

O meu checksum deu bem diferente do que dizia o site do Manjaro, então meu arquivo estava obviamente corrompido. Por isso tive de baixar de novo e conferir. Na segunda vez deu certinho, como vocês podem ver na imagem. O sha1sum que obtive no Cygwin foi exatamente o mesmo do arquivo que baixei do site.

Hora de rodar o UNetbootin de novo. Gravei a imagem no pendrive com ele, ejetei o pendrive e o inseri no netbook. 

Para dar boot pelo pendrive, meu netbook (Asus Eee PC 2G Surf) exige que eu use a porta USB da esquerda. Depois de inserir o pendrive, você liga o netbook e fica apertando ESC várias vezes, até surgir a tela de escolher mídia.

 No meu netbook apareceram três opções de mídia:
  • HDD, que é drive SSD embutido no netbook;
  • USB DISK, que é o pendrive onde gravei a imagem de instalação com o UNetbootin; e
  • CardReader SD0, que é o cartão SD onde pretendemos instalar o sistema operacional.
 Escolha USB Drive e você vai ver a tela de boot do UNetbootin.


Nesta tela, a opção "default" não faz nada... É a opção "start" que dá o boot pela imagem que está no pendrive. Vai entender... O processo de inicialização mostra vários erros (não foi possível montar etc/sda e outros), mas ele inicializa mesmo assim. Levou um tempinho, mas o Manjaro XFCE iniciou...

Uma vez dentro do Manjaro, você será recebido com uma grande tela de boas vindas e terá a opção "Install Manjaro" disponível logo na primeira tela. Você poderá inclusive escolher o idioma em que quer fazer a instalação. E, sim, nosso "Português do Brasil" está entre as opções!




Ao iniciar a instalação, o Manjaro faz três verificações iniciais: se você tem 6GB disponíveis, se você está ligado à rede elétrica e se você está conectado à internet. De início, eu não estava conectado à internet, mas ao clicar no ícone de rede desconectada (dois cabos de rede com um x vermelho), pude escolher a minha rede Wi-Fi e me conectar, sem nem sair da tela de instalação. Depois você escolhe o fuso horário onde está e segue para a parte que exige atenção: Tipo de Instalação.

Eu continuo (anos depois) achando que o Linux que vem de fábrica nesses EeePC é bem feito e merece continuar nele. Além disso, o HD interno (SSD, na verdade) desse bicho só tem 2GB, então não adianta tentar instalar o Manjaro nele. Assim, nossa melhor opção é gerenciar as partições nós mesmos para escolhermos o nosso cartão SD como local de instalação.

Escolhi "Gerenciar as partições da instalação do Manjaro (avançado)".

O instalador vai abrir uma tela de particionamento muito parecida com o GParted e outros programas com a mesma finalidade. Escolha com cuidado o dispositivo que quer particionar. Se estiver usando mídias de diferentes tamanhos (como eu), fica fácil. Escolha a que tem o tamanho mais próximo do cartão SD. Meu cartão é de 8GB e o mais próximo disso é o 7.40GB que ele mostra. Se seu pendrive e cartão tiverem o mesmo tamanho, olhe o rótulo das partições montadas. Lembra que falei para formatar o pendrive com um nome fácil? É por isso.

O Manjaro pode te pedir para escolher um tipo de tabela de partições. Eu escolhi msdos (MBR).

Particione o cartão SD com um espaço inicial de, pelo menos, 3MB. Você pode fazer isso criando uma partição de 3MB inicialmente (de qualquer tipo). Depois você cria uma segunda partição primária com ponto de montagem "/" (root). Aí você apaga a primeira. Você só precisa de uma partição. Há muita discussão sobre a melhor forma de particionar um disco, mas estamos trabalhando com um cartãozinho SD, melhor deixar tudo junto misturado mesmo.

Eu usei o tipo "ext4". Também existem inúmeras possibilidades de escolha de filesystem, mas meu cartão vai morar dentro do netbook, então peguei o tipo que pareceu me dar maior performance, sem me preocupar com compatibilidade com outros sistemas operacionais. Se fosse me preocupar em compartilhar esse cartão com máquinas Windows ou MAC's, eu provavelmente ficaria com o fat32.

A minha partição ficou como na imagem abaixo, 4MB iniciais (acho que já tinha esse espaço lá) e o restante todo como ponto de montagem "/" (root). Esta tela eu já tirei de dentro do Manjaro instalado.


O Manjaro também pergunta onde ele deve instalar o gerenciador de inicialização (GRUB). Eu pedi para ele colocar no mesmo cartão SD. Isso quer dizer que eu vou ter que ficar sempre apertando ESC mil vezes para entrar no meu Manjaro, mas não me importo. Assim, se alguém for fuçar no netbook, vai cair no sistema operacional original (Xandros), enquanto eu e meus leitores saberemos que o Manjaro está ali escondido ; ).

Agora, o Manjaro vai perguntar "Quem é você?". Ele quer que você defina seu usuário. Aparece uma caixinha "Utilize a senha do usuário root". Não entendi bem. Deve ser algum problema de tradução... Eu marquei e defini a senha do root também. É melhor você escolher do que ele definir algo que todo mundo sabe, menos você. Deixei o Logon automático, para facilitar a vida. Se você tiver alguma preocupação de acesso indevido, peça para ele exigir senha no log in.

Depois de todas essas configurações, o Manjaro vai ficar um tempo trabalhando... Ao final, ele avisa: "Instalação finalizada! Deseja reiniciar o sistema?". Você pode dizer que sim e correr para o abraço, seu Linux está instalado!




O Manjaro já vem com o Firefox, LibreOffice e uma boa seleção de outros programas. Ainda não precisei instalar outras coisas, mas vi que ele tem uma opção "Adicionar / remover programas".

Depois de instalar, ele ficou acusando atualizações a fazer, mas a janela não cabia na tela para eu aceitar. Se isso acontecer com vocês, vocês podem segurar a tecla Alt e arrastar um ponto qualquer da janela. Não precisa pegar a janela por cima, não. Assim você consegue achar os botões abaixo.

Aqui, a atualização não funcionou de cara. Aparentemente, uma das coisas a atualizar era o gerenciador de janelas, então tive que ir para o terminal em modo texto. Os comandos a rodar eu peguei numa resposta ao fórum Manjaro Brasil. Apertei Ctrl+Alt+F1, fiz o login e rodei os seguintes comandos:


sudo pacman -Syy
sudo pacman -S manjaro-keyring
sudo pacman -Suu

sudo pacman -Suu

Demorou um bocado! Aparentemente tinha muita coisa para ser atualizada. Se a tela ficar preta, não se assuste, é só uma proteção de tela. Aperte "Ctrl" ou outra tecla "inofensiva", que ele volta.

O último comando eu rodei mais  de uma vez mesmo. Ele atualiza uma parte e depois atualiza o resto.

Estou há alguns dias com o sistema rodando e estou gostando. Ele demora um pouquinho para iniciar no meu netbook, mas depois fica espertinho. Minha ideia é ficar com ele por perto para usar principalmente o terminal. Às vezes dou uma desconfigurada no meu Ubuntu e é legal ter uma outra máquina para dar um "ssh" nele e ver o que está acontecendo.

Se você tem um netbook como o meu e expectativas muito altas, devo dizer logo: mesmo rodando o Manjaro o meu netbook não dá conta de ver vídeos do YouTube. Os vídeos até abrem e você consegue ouvir o áudio e tal, mas é só para alguma emergência audiovisual. Para dar uma navegadinha na internet ele serve bem.

Se quiserem saber sobre algum programa específico, por favor indiquem nos comentários. Eu escolho os temas do blog com base na popularidade dos posts existentes, então há boas chances de suas sugestões aparecerem numa próxima atualização.

Para ver outros posts similares, clique nas tags manjaro, linux ou netbook, abaixo.

Abs.,
Otávio

sábado, 24 de agosto de 2013

Manjaro - Um Arch Linux para Iniciantes, com Interface Gráfica de Fábrica!!

ATUALIZAÇÃO (em 18/06/2014): sugiro olhar meu post mais recente sobre o assunto, em que ensino a instalar a versão 0.8.9 do Manjaro.

Depois de ler meus posts sobre o Arch Linux (como instalar a versão 2012.09.07 e versão 2013.01.04), muita gente ficou esperando (em vão, foi mal!) um post sobre como colocar uma interface gráfica nele.

E agora, depois de mais de 6 meses apanhando (e fazendo outras coisas, confesso!), finalmente consegui! Não é exatamente o Arch Linux, mas é quase... E o melhor: funciona no meu netbook velho, um ASUS EeePC 2g Surf, lançado em 2007.

Estou falando do Manjaro, uma distribuição Linux que tenta aproveitar as vantagens do Arch Linux de uma forma mais acessível a iniciantes.

O que os desenvolvedores dessa distribuição almejam é disponibilizar um sistema 100% compatível com o Arch Linux, mas que já venha pronto para usar, com interface gráfica e tudo.

E não é que os caras conseguiram? Claro que nem tudo são flores, se não eu não teria levado tanto tempo, não teria escrito este post e você não estaria lendo, mas vou dar o bizú completo para vocês agora.


Se vocês não leram meus posts anteriores, vou resumir. Eu já tinha tentado instalar o Arch Linux duas vezes. Na primeira, sofri um bocado só para conseguir dar boot usando o UNetbootin. Na segunda, sofri bem menos, mas levei um tempão só para colocar o sistema básico rodando (sem interface gráfica).

Com o Manjaro, a coisa foi um pouco mais fácil, mas tive meus percalços. Esse post se destina a te ajudar a evitar esses percalços. Se tiver outras dúvidas, coloque nos comentários, que vou complementando o post.

A versão 0.8.6 é boa. Vai com fé!
- Eu havia tentado instalar o Manjaro 0.8.5, mas o instalador gráfico não funcionava bem na versão 32 bits. Para a versão 0.8.6 isso foi corrigido. Eu usei a versão OpenBox. Acho que li em algum lugar que ela era mais leve, agora não me lembro.
- No momento em que estou escrevendo este post, a versão 0.8.6 é a versão atual. Se você estiver lendo depois e a versão 0.8.6 não estiver disponível, tente uma versão anterior e veja se obtém sucesso. Novas versões tendem a levar algum tempo para estabilizar. No mundo do Linux, muitas vezes as versões com número ímpar apresentam inovações e as versões com número par são mais estáveis. Na dúvida, procure a versão par.

Use a versão i686, isso quer dizer 32 bits!
- Eu sempre me confundo com essas denominações de versões. Quando estava tentando instalar o Arch, ele tinha uma versão "dual", mas depois fiquei na dúvida: i686 ou x86_64? Eu devia ter sacado que "x86_64" é 64 bits, né? Mas achei que i686 era Pentium e x86 era não Pentium (Celeron inclusive?), sei lá... Maluquice minha. Se você está procurando uma distribuição que sirva num computador velho, vá de i686.

2GB não são suficientes! Você precisa de pelo menos 4GB!
- Meu netbook só tem 2GB de SSD internamente. O cartão de memória que eu estava tentando usar também só tinha 2GB. Pode esquecer. Arrumem um cartão SD de 4GB ou um pendrive de pelo menos esse tamanho.

ImageWriter não serve. Use o UNetBootin.
- O manual do Manjaro fala nesse ImageWriter para colocar a mídia ISO do instalador no pendrive. Eu cheguei a instalar esse ImageWriter, mas acabei usando meu bom e velho UNetBootin.
- Na minha primeira tentativa de instalação do Arch Linux, tive que alterar o arquivo syslinux.cfg depois de usar o UNetBootin, mas desta vez, com o Manjaro 0.8.6, não precisei de nada disso. Foi gravar a imagem e partir para a instalação.

GRUB não instala - Path `/boot/grub' is not readable by GRUB on boot. Installation is impossible. Aborting.
- Se você mudou o tipo de filesystem usado pelo cartão SD durante a instalação (de ext3 para ext4, por exemplo), o GRUB vai se perder e não vai conseguir instalar.
- O que você precisa fazer é já estar com o disco particionado quando começar a instalação. Se precisar particionar para instalar, faça assim: comece a instalação e vá até o particionamento. Pare. Reinicie o netbook e comece de novo a instalação, dessa vez pulando o particionamento.
- Lembre-se de, ao particionar, deixar 1MB no início da partição para o GRUB, ou terá o problema abaixo (embedding too small).
Leia mais sobre o assunto aqui (em inglês)


GRUB não instala - "embedding area is unusually small, core.img won't fit in it":
- Você precisa deixar um pequeno espaço no início do cartão SD (ou pendrive) para o boot loader. Se você não fez isso (eu não fiz), você receberá uma tela de erro como esta, dizendo que sua área de "embedding" é muito pequena e que o "core.img" não vai caber nela.
- Aí você tem duas opções: ou começa tudo de novo deixando um espaço vazio no início do cartão SD na hora de particionar; ou
- de dentro do próprio Manjaro, você pode rodar o GParted e mover a primeira partição 1MB para a frente. Você pode fazer isso com a tela do instalador aberta, e depois retomar a instalação. Eu fiz a alteração e voltei no passo "2. Disk Preparation" só para informar qual partição eu estava usando. Depois pulei direto para o passo "5. Install Bootloader" para terminar a instalação.
- A primeira alternativa (começar de novo) não é tão mal, já que a segunda (mover a partição) leva uns 15 minutos. Claro que, se você está lendo isso antes de começar, não vai precisar passar por este problema.
Leia mais aqui (em inglês)

Login não funciona:
- Quando finalmente consegui fazer a instalação completa, descobri que as senhas que informei durante a instalação não funcionavam... O teclado do meu netbook (Asus 2g Surf) é bem pequeno e eu acho que o Num Lock é ligado pelo Manjaro durante o boot, o que muda a letra "o" para "6", o "j" para "1" e outras maluquices que tornam quase impossível digitar uma senha corretamente.
- O problema é que há alguns caracteres que não aparecem na tela, mas o Linux registra na senha e depois você não consegue mais digitar exatamente estes caracteres na hora de logar.
- Para evitar que isso aconteça com você, teste o teclado quando ele te pedir para colocar a senha. Aperte Ctrl+Alt+F1 e vá para o console (tela preta). Se precisar de senha, o usuário padrão é manjaro e a senha é manjaro. Digite qualquer coisa aí e veja se o teclado está funcionando como deveria. Desligue o Num Lock com Fn+F11, se for o caso. Para voltar para a interface gráfica, aperte Alt+F7.
- Se você fez como eu e instalou tudo para descobrir depois que não consegue acertar a senha de jeito nenhum, há uma solução. Siga os passos abaixo.
- Coloque o cartão de memória em outro computador, de preferência um linux em que você tenha acesso como root.
- Procure, no cartão de memória (não no seu computador), o arquivo etc/passwd. Provavelmente vai ser algo como /media/SDCard/etc/passwd. Atenção: não confunda com o /etc/passwd do computador onde você colocou o cartão SD (ou pendrive).
- Altere esse arquivo, onde aparece root:*****:0:0:root (**** é um monte de caracteres, que podem ir até a outra linha). Altere para:
    root::0:0:root
- Isso vai zerar a senha do root, deixando você entrar sem senha. Você pode fazer o mesmo para o usuário manjaro (ou o que você criou). Vai ficar:
    manjaro::1000:100::/home/manjar:/bin/bash
- Altere também o arquivo /media/SDCard/etc/shadow. O procedimento é mesmo, eliminar o campo de senha, deixando o vazio. Algo como:
root::15930::::::
manjaro::15930:0:99999:7:::
- Isso deve resolver. Agora você conseguirá acessar o Manjaro. Recomendo que você coloque senhas nos dois usuários assim que conseguir usá-los.
Leia mais aqui (em inglês)

Próximos passos:
- Com a máquina devidamente instalada, eu recomendaria algumas ações:
- Desligar o Num Lock na inicialização. Ainda não descobri como fazer isso, mas tenho certeza de que há uma maneira. É muito irritante ficar brigando com o tecladinho do netbook. Se você estiver usando um teclado USB plugado nele, acho que nem vai perceber.
- Desligar a inicialização automática da interface gráfica. Meu netbook não é exatamente uma bala e eu me viro bem no console, então acho que deixaria para rodar a interface gráfica quando ela fosse realmente necessária. Depende do que eu for fazer com ele.
- Instalar a IDE do Arduino. Eu tenho brincado muito com o Arduino e acho que esse netbook seria o acompanhamento perfeito para ele, mas ainda não me aventurei a instalar a IDE. Se alguém lendo isso já tiver instalado o Arduino no Manjaro (ou no Arch) e quiser me dar a dica nos comentários, agradeço.

Para ver outros posts similares, clique nas tags manjaro, linux ou netbook, abaixo.

ATUALIZAÇÃO (em 18/06/2014): se você leu tudo e se animou a experimentar o Manjaro, sugiro olhar meu post mais recente sobre o assunto, em que ensino a instalar a versão 0.8.9.


Abraços,
Otávio

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Economizando papel no Linux

Quem não gosta de preservar a natureza? Pois é, no Windows eu achava muito fácil imprimir 4 páginas por folha usando o software padrão da HP, que já me dizia até como inserir o papel na impressora entre a impressão de um lado e a do outro... E no Ubuntu 12.04, como faz?

Estou assumindo que você já tem a sua impressora instalada bonitinha e que quer só usar a função "frente e verso manual", ou seja, imprimir os dois lados do papel usando uma impressora comum, que imprime de um lado só.

O procedimento é mais simples do que parece, mas mesmo assim achei que valia um post, para eu também ter onde olhar quando me esquecer...

1) Abra o seu arquivo PDF normal ou o que quer queira imprimir e aperte Ctrl+P ou vá em Arquivo... Imprimir, ou aperte seu botão favorito, sei lá...

2) Na tela de selecionar o que imprimir, escolha as páginas "1-8", ou seja, 1 a 8. Com isso você vai ter uma amostragem boa para ver se está dando certo. Marque o campo "Inverter" (confie!).



3) Na tela Configurar Página, selecione 2 em "Páginas por lado" e "Páginas pares" em "Apenas imprimir".



4) Clique "Imprimir". Por favor, não clique "Visualizar impressão"! Imprimir a partir da visualização atrapalha todo o esquema... Evite.

Sua impressora vai usar duas folhas de papel e vai imprimir as páginas 7,8 e 3,4, nessa ordem. Lembra da caixa "Inverter"? Era para ela fazer isso, deixar as páginas do final embaixo.

5) SEM MEXER EM NADA, coloque as folhas que saíram da impressora de volta na bandeja de alimentação. Se sua impressora tiver duas bandejas, use a segunda. Não fique olhando para as folhas e conferindo que você vai acabar inserindo as folhas na orientação errada. Coloque os papéis direto na bandeja, do jeitinho que saíram.

6) Volte para o seu PDF e mande imprimir de novo, agora com outras opções, conforme os próximos passos. "Não vai aparecer um botão na tela perguntando se pode imprimir o resto?" Não. Engole o choro. "No Windows tinha..." Eu sei. No Linux não tem.

7) Desta vez, desmarque a caixa "Inverter". Você quer que os lados ímpares saiam na ordem correta.


8) Mude o "Apenas Imprimir" para "Páginas Ímpares" nesta segunda rodada e mande ver! (Imprimir!)


9) Repita a operação para as páginas "9-16", "17-32", etc. Quando você ganhar confiança, pode começar a fazer "1-32", "33-64" ou até "1-64" e "65-128". Não recomendo ir além disso. Se você tentar imprimir muitas páginas por vez, vai sair aquele monte de papel, vai acabar o papel pela metade, uma folha vai grudar na outra, sua filha vai querer que você imprima borboletas para ela pintar, vai dar tudo errado! Vai com calma, é melhor.

Algumas dicas importantes:

  • Verifique se você tem papel suficiente na impressora
    • Se ela imprimir pela metade uma parte, depois é muito chato retomar do meio.
  • Dê aquela arejada no papel antes de colocar na impressora pela primeira vez
    • Torça, sopre, folheie e/ou siga as recomendações dos fabricantes.
    • Se uma folha ficar colada na outra, a ordem fica toda errada.
    • Não faça esse processo de arejamento na segunda rodada (impressão das páginas ímpares), pois você pode errar a orientação do papel na hora de colocar ele de volta na impressora.
  • Sempre faça um teste básico (8 ou 16 páginas) antes de mandar aquele trabalho de 200 folhas. 
    • Há muitos detalhezinhos que você pode esquecer, então fiquem de olho.
    • Se você testar com duas ou quatro páginas, não vai conseguir ver se o processo de virar o papel funcionou mesmo, então tenha coragem e vá com 8 ou 16.
Por hoje é isso. Boas impressões e salvem o planeta!

Abraço,
Otávio

terça-feira, 30 de abril de 2013

Como acessar o site do Banco do Brasil no Ubuntu 12.04



Atualização (jan/2015): Procedimento para acessar o BB no Debian Jessie XFCE

Pessoal,

Estou usando o Ubuntu 12.04 no desktop de casa e, na hora de acessar o site (sítio?) do Banco do Brasil, notei que não tinha o Java instalado. Procurei na Central de Programas do Ubuntu e não tinha Java por lá. E agora? Procuremos na internet...

Achei o Blog do Alexandre di Salvo, em que ele ensina a instalar o Java 7, mas ele usa linhas de comando. Como sei que muita gente tem medo das telas com fundo preto e letras brancas desde a primeira vez que usaram o "DOS", achei melhor ensinar aqui a fazer a mesma coisa usando a interface gráfica...

A primeira coisa a fazer é adicionar um canal de software à Central do Ubuntu. Isso é algo a ser feito com cautela. Um canal de software é um repositório de programas que a Central de Programas vai usar quando você estiver querendo instalar alguma coisa. É bom sempre dar uma pesquisada antes de adicionar qualquer coisa a seus canais, pois além de software maliciosos, você pode instalar algum software que cause incompatibilidade com o seu sistema e deixá-lo instável.


O repositório indicado pelo Alexandre é o do WebUpd 8, que parece ter boa reputação na internet, então eu o adicionei.


Para fazer isso, entre na Central de Programas do Ubuntu, clique em Editar -> Canais de Software -> Outros Programas -> Adicionar -> ppa:webupd8team/java

Depois de adicionar este Canal, pode ser necessário atualizar a lista de repositórios do Ubuntu. Para fazer isso, basta entrar no Gerenciador de Atualizações e clicar em Verificar.


  

Agora você já pode voltar à Central de Programas do Ubuntu e procurar o Java de novo. Ele é um "item técnico" (um programa usado por outros programas), então você tem que clicar no link abaixo da janela: "Mostrar XX itens técnicos".


Pronto, agora você vai ver o Oracle Java (TM) Development Kit (JDK) 7. Na realidade, precisaríamos só do JRE (Java Runtime Engine), mas isso é o que temos. O JDK é o Java para quem escreve programas em Java. O JRE é o Java para quem roda programas (e sites) que usam Java, então ele é bem menor. Como não encontrei um JRE que possa ser instalado dessa forma, vamos de JDK mesmo.

 

Instalei o Java 7. Acabou? Ainda não, falta o plugin do Firefox...

Procure por Plugin Java na Central de Programas do Ubuntu. Você deve encontrar o Icedtea.


Depois de instalá-lo, feche o Firefox (não esqueça de gravar este blog nos favoritos antes disso ; ).

Reabra o Firefox e volte ao site do Banco do Brasil. Dessa vez, ele vai abrir uma janelinha cinza perguntando se pode executar o "jmid", criado pelo Banco do Brasil. Clique "Executar".


Na próxima tela, ele vai mostrar uma advertência perguntando se você deseja bloquear a execução desse mesmo programa que você acabou de permitir. Responda "Não". Atenção! Responda "Não", entendeu? Esse é aquele tipo de pergunta de lógica "Você é contra a proibição do desarmamento?", tem mais de uma negativa, mas o que você quer é "permitir" a execução (de novo!), ou seja, "Não" bloquear.


Se você se confundiu (não te culpo) e respondeu que sim, você vai precisar reiniciar o computador e entrar no site do Banco de novo. Desta vez, clique "Executar" e "NÃO!". Aí, sim, vai funcionar.


Pronto! Você já pode acessar o seu banco. 

ATUALIZAÇÃO: A partir de uma atualização ocorrida agora na segunda quinzena de outubro de 2013, a pergunta que o Java faz antes de acessar o sítio do Banco do Brasil mudou. Ao invés de perguntar se você quer bloquear o JMID, ele mostra esta tela:
"Advertência de Segurança: Permitir acesso à aplicação a seguir por este site?"
Basicamente é a mesma pergunta que ele fazia antes, mas colocada de uma maneira mais simples e com respostas que indicam claramente sua intenção: "permitir" ou "não permitir".

ATUALIZAÇÃO de maio/2014: Recentemente, a mensagem mudou novamente. Agora ela é assim:
  "Deseja executar esta aplicação? Módulo de Segurança Banco do Brasil". Agora você tem a opção de "Executar" ou "Cancelar" e mais: agora você pode dizer para o Java não mostrar novamente esta tela. Parece que é o fim das confirmações, não? Veremos.

CONTINUANDO DO POST ORIGINAL:

Agora vem a pergunta que não quer calar: é seguro acessar o Internet Banking dessa forma? Eu não queria ter que responder, mas não posso me esquivar... 

Quais são as brechas de segurança que existem entre você e o Internet Banking? O maior perigo que eu vejo é a possibilidade de interceptação dos seus dados bancários. Quais são as proteções contra isso? Criptografia e certificação digital. Como saber se estas proteções estão sendo aplicadas? Veja as informações apresentadas no ícone de cadeado do Firefox. Vou tentar explicar algumas delas.

Ao clicar no cadeado, você vai ver que a conexão é criptografada e que o certificado digital é homologado pela VeriSign, que é uma conhecida empresa do ramo de soluções de segurança, recentemente adquirida pela Norton. 
Você pode clicar no botão "Mais informações..." e obter mais detalhes.


Duas informações nesta tela são interessantes. 

Na parte de Identidade do site, você vê que está acessando realmente www2.bancobrasil.com.br. Por que isso é importante? Sites maliciosos podem "personificar" o site do banco, mas não teriam a sua identidade homologada pela VeriSign ou outra autoridade certificadora. Você pode clicar em "Exibir certificado" e ver mais detalhes, de que vou falar abaixo.

Na parte de Detalhes técnicos, você vê que a conexão está sendo criptografada com uma criptografia de nível alto. Isso quer dizer que as informações que você digita são codificadas e só podem ser lidas pelo destinatário (o banco, no caso).

Clicando em "Exibir certificado" você pode ver mais detalhes sobre o certificado. Se tiver curiosidade, pode aprender um bocado sobre o processo de certificação digital, que é muito interessante. Se não tiver curiosidade, basta saber que o site foi certificado como pertencendo realmente à empresa Banco do Brasil S.A. e que esse certificado foi emitido por uma empresa de renome. 


Resumindo, é seguro? Deixo para você decidir, pois não posso me responsabilizar pelo que você faz ou não faz na internet. Também não sei se qualquer pessoa usa o seu computador ou se todo mundo tem a sua senha ou se seu browser está desatualizado ou qualquer outra situação de risco. Só posso fazer recomendações:

1) Não acesse o seu banco de qualquer computador. Mais importante: não acesse o seu banco de lan houses ou telecentros. Se estiver fora de casa e quiser fazer transações, vá ao banco.
2) Mantenha seu sistema operacional atualizado;
3) Mantenha seu browser atualizado;
4) Mantenha o Java atualizado. No caso do Linux, vale olhar a reputação do Canal de Software de onde você instalou o Java. Se não tiver usado o procedimento que indiquei (ou se estiver no Windows), tenha certeza de que instalou o Java do site oficial (www.java.com).
5) Quando acessar sites de banco, dê uma olhada no cadeado. Não tem cadeado? Não entre.
6) Clique no cadeado e veja se o site é do banco que você quer entrar mesmo. O certificado é de outra empresa que não tem nada a ver? Não entre.
7) Está na dúvida? Não entre.

Seguindo tudo isso, estarei seguro? Ainda assim não sei. Você pode estar usando o site e ninjas alienígenas entrarem por sua janela e te forçarem a comprar créditos para seus celulares intergaláticos. Se você imaginar outro cenário de risco (antes ou depois do apocalipse zumbi), deixe um comentário para ajudar outros leitores.

Abraços,

Otávio

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