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domingo, 16 de novembro de 2014

Instalando o Debian XFCE no Ultrabook Asus S46C

RESUMO PARA QUEM ESTÁ COM PRESSA: Se seu notebook é novo, instale o Debian 8 (Jessie). Esqueça o Wheezy (Debian 7) e poupe dores de cabeça.

Voltamos à programação normal:

Esta semana comprei um notebook novo para poder fazer atividades de edição de vídeo no Calango Hacker Clube.

O computador, um Ultrabook Asus S46C, é muito bom, mas vem com Windows 8 e eu queria usar Linux nele.

Antes de qualquer coisa, liguei a máquina, coloquei ela na rede e deixei o Windows 8 de fábrica fazer as mais de 100 atualizações. Só isso levou um dia inteiro, reiniciando o computador várias vezes. Acho que foi bom dar uma brincada com o notebook antes de detonar o sistema operacional, mas dispensaria essas atualizações se fosse fazer tudo de novo hoje.

Depois de ter certeza de que não queria usar o Windows 8, era hora de instalar o Linux. Ainda assim, sou medroso e não gosto de tomar atitudes irreversíveis. Assim, resolvi fazer uma cópia de backup das partições de recuperação que vieram no notebook, para o caso de um dia eu querer reinstalar o Windows 8. Vai que o notebook tinha algum recurso que só funciona no Windows?

Para essa tarefa, usei o Clonezilla.Clonezilla é uma distribuição Linux que permite você copiar partições inteiras. É como o Norton Ghost e outros programas do gênero. Você dá boot com ele e segue as instruções na tela. Tudo muito simples. Para o HD.

O notebook vem também com um drive SSD de 24GB. Esse eu achei que o Clonezilla ia copiar mais facilmente ainda, tão pequeno... Só que não. Tive que usar o bom e velho "dd", um comando conhecido como "destruidor de dados". O comando exato que usei foi esse aqui embaixo, mas eu estudaria bem o que isso faz antes de sair usando:
sudo dd if=/dev/sdb bs=4096 | gzip > dd-sdb.gz

Agora, sim. Gravei as cópias das partições em um HD externo e fiquei livre para começar a destruição!

Meu netbook está rodando o manjaro e meu desktop roda Ubuntu, mas desta vez optei pelo Debian. A versão estável dele é a 7.7 (Wheezy), então fui com ela.


Instalar o Debian 7.7 (Wheezy) foi muito tranquilo. Ele já dá umas sugestões de particionamento do disco e tudo. Dei uma estudada e decidi colocar as partições que gravam mais no HD, deixando o SSD com as partições mais "estáveis". Deixei a /home no HD também. Como nessa partição vão morar meus dados, é melhor que ela seja mais fácil de recuperar. Dizem que recuperar dados de um SSD beira o impossível.

Se alguém quiser uma sugestão de partições para usar o linux em um computador com HD e SSD, a minha ficou assim:
/ (root) = SSD = 1 GB (o Debian sugeriu 350MB);
/var = HD = 3 GB;
/tmp = HD = 400MB (essa poderia viver na memória RAM. Vou fazer isso um dia);
/swap = HD = 12 GB (essa não pode ficar no SSD de jeito algum);
/home = HD = todo o resto do HD (quase 1 TB);
/usr = SSD = 8.4 GB (essa partição é praticamente somente leitura);
(livre) = SSD = 6,5 GB (dizem que é bom deixar de 7 a 30% do SSD não particionado).
Sobrou um pouco de espaço no SSD, então criei uma partição "/ssd" para o caso de eu resolver usar depois.

O restante da instalação foi bem tranquila. Usei a versão XFCE do Debian. Eu ia com a LXDE, que é a mais leve de todas, mas não fui com a cara dela. É sempre bom experimentar versões "live" (que rodam direto do pendrive) antes de escolher.

A única coisa que não funcionou após a instalação inicial foi  o suporte à placa de vídeo Nvidia. De início, nem notei. Minha filha jogou Minecraft um dia inteiro usando só a placa de vídeo intel integrada.

Ahn?!

É isso mesmo! O notebook tem, na realidade, duas placas de vídeo: uma intel integrada e uma Nvidia GEForce de 2GB. E o que é melhor: usa um sistema que permite que a placa da Nvidia só seja utilizada quando é necessária (ou solicitada), o que permite uma economia de energia muito grande.

O problema desse recurso, chamado Optimus, é que ele é novo e precisa de softwares específicos para funcionar. Descobri que a melhor companhia para o Optimus é o Bumblebee. Óbvio! Nos Transformers e no Linux eles são os melhores amigos. Então eu fui à luta para tentar instalar o bumblebee. Se quiser ler mais sobre isso, pule para o epílogo deste post.

Depois de muito ralar, descobri que o problema não era com os drivers da Nvidia, mas sim com o suporte à placa da Intel. O que acontece é que a placa mãe do notebook só tem suporte no Debian Jessie (Debian 8) e por isso o Bumblebee não funciona no Debian 7 (Wheezy).

Eu já tinha configurado algumas coisas no notebook. Já tinha colocado um tema nas janelas (usei o redmondXP, que parece o Windows XP), tinha colocado um controle de volume e várias outras coisas sugeridas para se fazer depois de instalar o XFCE, inclusive instalar o Firefox. Assim, preferi atualizar a distribuição ao invés de instalar tudo de novo.

Atualizar do Wheezy para o Jessie foi bem fácil. Você só precisa editar o arquivo "/etc/apt/sources.list" e trocar tudo que diz "wheezy" para "jessie". Isso vai trocar os repositórios. Aí é só atualizar o sistema com os comandos:

sudo apt-get update 
sudo apt-get --download-only dist-upgrade 
sudo apt-get dist-upgrade

Achei muito tranquilo. Toda hora que precisava tomar uma decisão, o sistema deu explicações muito fáceis sobre o que tinha que ser feito. E em dois momentos ele deu erro mas sugeriu o comando a executar para consertar. Foi muito fácil.

Depois de atualizar para o Debian Jessie, o computador ficou muito rápido! Eu já tinha achado ele rápido com o Debian Wheezy, mas dei crédito ao i7 (meu desktop é um i5). Com o Jessie, ele ficou muito mais rápido.

Ah, sim, para usar a placa de vídeo nvidia, você precisa rodar os comandos com um "optirun" antes. Então, para jogar minecraft, meu comando agora é:

optirun java -Xmx1024M -Xms512M -cp minecraft.jar net.minecraft.bootstrap.Bootstrap

Parece muita coisa para rodar um joguinho, mas é só colocar tudo isso num atalho ou botão para colocar seu Minecraft no desktop.

Outra coisa boa a se fazer com o sistema instalado é colocar os caracteres "/" e "?" num lugar acessível. Afinal, quem usa linux sem a barra? Ou escreve sem interrogação? Para colocar a tecla "/?" entre o alt e o ctrl do lado direito (no lugar do botão estranho com uma lista), o comando é o seguinte:

xmodmap -e "keycode 135 = slash question"

E para fazer o XFCE rodar isto sempre que iniciar, você altera o script de inicialização dele. Basicamente, é copiar o arquivo /etc/xdg/xfce4/xinitrc para ~/.config/xfce4/ e colocar esse comando no começo dele.

Outra coisa que achei útil foi colocar o botão F9 para desligar o trackpad. O trackpad desse notebook é grande e fica atrapalhando quando digito. Então fui na configuração de teclado e associei um script para ligar e desligar o trackpad a esta tecla.

Bom proveito!

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Epilogo

Se você acha que consegue fazer o bumblebee rodar no wheezy e precisa ver mais motivos (com telas e log) para te convencer, continue lendo.

Esta foi minha odisséia em busca de colocar o bumblebee funcionando no wheezy:

Encontrei referência a um pacote "bumblebee-nvidia" e o google me disse que ele estava no repositório "contrib" em wheezy-backports:
https://packages.debian.org/wheezy-backports/utils/bumblebee-nvidia
Então adicionei esse repositório no meu synaptic:
deb http://http.debian.net/debian wheezy-backports main contrib
Depois de recarregar, o pacote bumblebee-nvidia ficou disponível, com suas inúmeras dependências:
Instalei e reiniciei. Para testar, tentei rodar "glxspheres", mas ele não existia:

otavio@otavio-note:~$ glxspheres
bash: glxspheres: comando não encontrado
Li que ele pertencia ao pacote mesa-utils, então instalei, mas não tinha também... Tinha um glxgears, no entanto:


Então rodei outro teste:
optirun

e o resultado foi:

[ERROR]You've no permission to communicate with the Bumblebee daemon. 
Try adding yourself to the 'bumblebee' group
Então eu fiz isso: sudo usermod -a -G bumblebee otavio
E confirmei se eu estava mesmo no grupo: groups otavio
E reiniciei o bumblebee:
sudo service bumblebeed restart

Recebi um ok, mas o resultado do optirun foi o mesmo...

Na falta de coisa melhor para fazer, reiniciei o computador...

Depois de reiniciar, consegui algum avanço:
otavio@otavio-note:~$ optirun glxgears
[   28.735500] [ERROR]Cannot access secondary GPU - error: 
[XORG] (EE) NVIDIA(0): Failed to initialize the NVIDIA GPU at PCI:1:0:0.  Please
[   28.735560] [ERROR]Aborting because fallback start is disabled.

Depois disso, o notebook ficou louco! Ligou o cooler e ficou mostrando mensagens sobre a bateria até desligar, uns dois minutos depois.

Ligando o computador de novo, fiz o seguinte:

sudo grep bumblebeed /var/log/syslog 
Nov 15 17:56:59 otavio-note bumblebeed[2924]: /usr/sbin/bumblebeed 3.2.1 started
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0): Failed to initialize the NVIDIA GPU at PCI:1:0:0.  Please
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0):     check your system's kernel log for additional error
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0):     messages and refer to Chapter 8: Common Problems in the
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0):     README for additional information.
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0): Failed to initialize the NVIDIA graphics device!
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) NVIDIA(0): Failing initialization of X screen 0
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: [XORG] (EE) Screen(s) found, but none have a usable configuration.
Nov 15 17:57:18 otavio-note bumblebeed[2932]: X did not start properly
Nov 15 18:00:35 otavio-note bumblebeed[2935]: /usr/sbin/bumblebeed 3.2.1 started
Descobri que o tal capítulo 8 que a mensagem referencia é do seguinte arquivo:
/usr/share/doc/nvidia-kernel-dkms/README.txt.gz
... mas isso não ajudou muito...

Tentei procurar mensagens no kernel:
otavio@otavio-note:~$ sudo grep bumblebeed /var/log/kern.log 
otavio@otavio-note:~$ sudo grep nvidia /var/log/kern.log 
Nov 15 17:57:17 otavio-note kernel: [   28.104207] nvidia: module license 'NVIDIA' taints kernel.
Nov 15 17:57:17 otavio-note kernel: [   28.194483] nvidia 0000:01:00.0: setting latency timer to 64

Dizem que essa história de "taints kernel" não quer dizer nada...

Então não obtive nenhuma ajuda aqui.

Começando a estudar tudo de novo, fui lá na página do Bumblebee e achei o seguinte:
https://wiki.debian.org/Bumblebee

Note wheezy-backports does not contain the newer xserver-xorg-video-intel package that is needed by newer intel cards. If you find yourself stuck with the fbdev or vesa driver then you'll need to upgrade to jessie or sid. 

Ou seja, dancei! Tive que trocar a versão do meu debian! Meu notebook deve usar uma dessas placas intel mais recentes...

O resultado eu já disse acima.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Bagunça Organizada II - Oficina / Laboratório em Casa, versão 2014

Há cerca de um ano, num dos primeiros posts neste blog, mostrei como eu organizava minhas coisas de brincar com arduino. Basicamente, cabia tudo em um único gaveteiro.

De lá para cá, acumulei um bocado de tralha e as coisas tomaram conta de todo um cômodo da minha casa, que a gente chamava de escritório, mas agora é quase um hackerspace particular.

Como de lá para cá eu também peguei gosto pelos vídeos, gravei um para vocês conhecerem o meu espaço e terem ideias de como organizar um cantinho para seus hobbies também na casa de vocês.


Ver direto no YouTube: http://youtu.be/p9fdkQGMRUk?list=UUgP9UJRSxYe687HhHYsBwYA

Para ver mais dicas como esta, clique no marcador "organização", logo abaixo.

Um abraço!
Otávio


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Tricarneiro, o drone. Ep. 2 - Eletrônica Básica

No meu post anterior eu tinha falado que ia faltar uma coisinha ou outra para montar o meu tricóptero, o Tricarneiro. Pois bem, faltou mesmo.

O site da Hobby King indicava a seguinte especificação para o Electronic Speed Controller (ESC) que comprei:

Specs:
Current Draw: 12A Continuous
Voltage Range: 2-4s Lipoly
BEC: 0.5A Linear
Input Freq: 1KHz
Firmware: afro_nfet.hex
Discharge wire/plugs: 16AWG/Male 3.5mm
Motor wire/plugs: 16AWG/Female 3.5mm
Weight: 20.3g (Included wire, plug, heat shrink)
Size: 29.5 x 22.6 x 6mm

A sacanagem está na parte dos plugs. Reparem que eles falam em 3.5mm. Isso aí me quebrou as pernas... Os plugs que vieram com os ESC's são de 2mm. E o pior (melhor?) é que os conectores são muito bem feitos, o que tira qualquer ideia de arrancá-los fora para colocar outros.

Um amigo sugeriu tirar os plugs e conectar o ESC diretamente ao drone com solda mesmo, mas achei essa solução muito permanente. Além disso, iria diminuir um pouco as possibilidades didáticas da brincadeira.

Resultado: procurei na internet os tais conectores bullet de 2mm. Encontrei alguns fornecedores no MercadoLivre. O preço não era ruim: R$ 2,99 cada par (com um macho e uma fêmea). O problema é que eu tinha pressa. Comprei logo 10 pares e paguei uns R$ 40 reais de frete. Ou seja, 70 conto em uns pedacinhos de metal.

Outra coisa que tive que comprar adicional foram os anéis de borracha para prender as hélices aos motores. Eu não sabia o que era um prop saver (salva hélice) e acabei descobrindo. É um suporte para hélices que fica preso ao motor e que permite prender a hélice a ele por um anel de borracha. O motor que comprei, um Turnigy Park300, já vem com o prop saver, mas não com o anel. Tudo bem, foi barato. R$ 13,79 por 10 unidades. E fui buscar no fornecedor, então não paguei frete.

Comprei uns fios também. O site da SoldaFria tem uma tabela muito interessante indicando que tipo de fio você precisa conforme a corrente do seu circuito. Por aquela tabela, vi que um fio de 1mm de espessura (18AWG) aguenta uma corrente de 16A. Comprei 10m de cada cor, a R$ 2,40 cada. Com o frete, uns 60 reais de fio.

No vídeo, eu mostro como usar o rádio, incluindo como resolver o erro "Switch Error" do transmissor (um Turnigy 9x) e como energizar o receptor. Não vou fazer suspense. No transmissor você vira todas as alavancas para frente e o receptor você conecta a um ESC ligado à bateria.



Vocês vão reparar no vídeo que o motor não funciona na minha primeira tentativa. Acho que o ESC precisa ser "armado" para iniciar. Usualmente, colocar o acelerador no mínimo faz esse trabalho. Eu teria que estudar um pouco mais essa história para dizer com certeza. Se souberem, por favor comentem aqui.

No próximo post devo começar a montar a estrutura. Ainda tenho bastante trabalho pela frente, então continuem acompanhando.

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Abraço!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Tricarneiro, o drone. Ep. 1 - Compras

Comecei um projeto novo!

Estou montando um drone. É um tricóptero, um multirotor. Algo como um helicóptero com três  hélices, por assim dizer.

Montar um negócio desse exige muito estudo, então vou levar muito tempo até tirar ele do chão. Assim, pensei em ir compartilhando com vocês o aprendizado que eu for adquirindo ao longo da empreitada.

O primeiro desafio que encontrei foi escolher o que eu precisava comprar. Já existem drones completos à venda, prontos para voar (os RTF, ready-to-fly), mas na época em que comecei, não havia nenhum tricóptero desse modelo. Os mais comuns são os quadricópteros e eu queria um tri. Assisto muito os vídeos do canal Flite Test e em um vídeo deles fizeram uma comparação entre quads e tris e preferiram os tri para filmagens em função do tipo de movimento que fazem. Me convenceram!

Acabei escolhendo o quadro de tricóptero fornecido pela própria Flite Test, o Bat Bone. Um dos motivos foi contribuir para a continuidade do canal, que assisto muito. Outro motivo foi a facilidade de já ter ali na página do produto as recomendações de peças para o restante, que comprei na HobbyKing.

HobbyKing é um loja online muito boa para comprar equipamentos para aeromodelismo e afins. A minha lista completa de compras vai aqui embaixo, mas por enquanto vocês podem assistir o primeiro vídeo desta série, em que abro as caixas e mostro tudo o que chegou.


Os pacotes levaram uma eternidade para chegar... Pedi o primeiro (Flite Test, dos EUA) em 30 de novembro de 2013 e o segundo (HobbyKing, vindo das Ilhas Fiji) em 19 de janeiro de 2014. Os dois acabaram chegando juntos, no início de abril de 2014. Ou seja, uns 4 meses depois da compra...

O melhor de tudo (só que não) é que eles foram tributados. Tive que pagar os famosos 60% sobre o valor do produto + frete. Vejam aqui a fatura completa:

HobbyKing
ItemQtdePreço
Turnigy 9X 9Ch Transmitter w/ Module & 8ch Receiver (Mode 2) (v2 Firmware)*JIT-Item (this item takes 3-5 days to dispatch) 1  US$53.82  
JR Transmitter Neck Strap 1  US$3.22  
IMAX B6-AC Charger/Discharger 1-6 Cells (GENUINE) 1  US$39.99  
Nylon XT60 Connectors Male/Female (5 pairs) GENUINE 1  US$3.25  
3.5mm 3 wire Bullet-connector for motor (5pairs/bag) 1  US$4.71  
Hobbyking KK2.1 Multi-rotor LCD Flight Control Board With 6050MPU And Atmel 644PA 1  US$29.95  
Afro ESC 12Amp Multi-rotor Motor Speed Controller (SimonK Firmware) 3  US$9.99  
Turnigy Park300 Brushless Outrunner 1380kv 3  US$13.99  
Turnigy 2200mAh 3S 20C Lipo Pack 2  US$7.89  
Lipoly Charge Bag 23 x 30cm 2  US$2.10  
Peel-n-stick foam double sided tape 10x5inch 4mm thick 1  US$1.19  
Y Adapter For KK2.0 Super Bright LED and Buzzer 1  US$1.95  
Scorpion Lipoly Lock Strap 205mm (Small) x 3 1  US$5.28  
Linkage Stopper D1.8mm (10pcs) 1  US$2.95  
Afro ESC USB Programming Tool 1  US$7.21  
TGY-375DMG Metal gear Digital Servo w/ Heat Sink 2.3kg / .11sec / 11.5g 1  US$18.82  
8045 SF Props 2pc CW 2 pc CCW Rotation (Orange) 2  US$2.79  
8045 SF Props 2pc CW 2 pc CCW Rotation (Green) 2  US$2.79  
Total Itens  26  US$211.89  
Frete  1  US$61.25  
Total Hobby King      US$336.67  

FliteTest
ItemQtdePreço
Bat Bone Tri 370 Kit1  US$79.00  
Desconto1  -US$11.85  
Frete1  US$20.65  
Total Flite Test      US$87.80  

Receita Federal
OrigemValor do BemFreteCotação DólarValor TributávelImposto
Flite TestUS$ 79US$ 8R$ 2,283R$ 198,62R$ 119,17
Hobby KingUS$ 300  R$ 2,2603R$ 678,09R$ 406,85
Total Receita   R$ 526,02

O total geral em reais dá para tirar dessa última tabela, somando os valores tributáveis e o imposto. Deu R$ 1.402,73. Uh! Brincadeira cara!

Claro que ainda vai faltar uma coisinha ou outra, mas vou atualizando nos próximos posts...

Abraço!

ATUALIZAÇÃO (01/05/2014): Coloquei legendas em inglês no vídeo. Achei legal o processo, depois ensino vocês!

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sábado, 10 de agosto de 2013

Quem são os Dois Carneiros (2Carneiros)?


O Só Mais Um Carneiro é um blog sobre qualquer coisa. Quando comecei, eu queria chamá-lo de "O Carneiro" para ser o blog do Otávio Carneiro (O. Carneiro) e ficar com cara de nome de jornal, com um artigo definido e um substantivo (ex: O Dia, A Tarde). O login "ocarneiro" estava tomado, no entanto, e eu fiquei com o "umcarneiro". No fim eu achei bom, achei que dava mais a cara de "um blog qualquer" e aí completei a ideia chamando-o de "Só mais um Carneiro".

 O blog tem uma tag chamada "paternidade", que não deixa nenhuma dúvida de que ser pai é uma parte importante da minha personalidade. Eu curto isso demais e minha filha, com apenas 5 anos, acha legal ter um pai blogueiro e tenta participar sempre que pode. E foi assim que ela se tornou mais um Carneiro nesse blog. Ela ainda não sabe escrever, então a primeira aparição dela foi em um vídeo que eu fiz sobre como criar um bristlebot (um robô-escova).


Eu nunca cheguei a escrever nada aqui sobre como fazer o tal robô escova, mas se estiverem interessados, deixem comentários que eu explico melhor. Ele é basicamente uma escova qualquer com um motor de vibração (ou motor desbalanceado) em cima. O motor precisa de uma fonte de energia, claro, então você adiciona pilhas e, opcionalmente, um interruptor. Se houver demanda, escrevo mais sobre isso.

Hoje eu abri meu presente de Dia dos Pais (uma Dremel que comprei no Palácio das Ferramentas) e resolvi fazer um segundo vídeo dos "2Carneiros". Nós falamos um pouco sobre segurança, equipamentos de proteção individual e etc., mas a graça está mesmo está na espontaneidade infantil, que eu espero não ter cortado demais editando o vídeo.

Espero que curtam! E tenham um Feliz Dia dos Pais!

Abraços,

Otávio e Júlia (2Carneiros)


 

UPDATE:


sábado, 20 de julho de 2013

Bagunça Organizada

Meu amigo Jerônimo, do Blog do Je, compartilhou um artigo da Revista Wired sobre o espaço de trabalho de Casey Neistat e eu fiquei babando...

Claro que pouca gente tem o espaço e a quantidade de bugigangas que esse cara tem, mas muita gente que brinca com arduínos e outros hobbies se preocupa em como organizar tudo isso para evitar conflitos em casa com a patroa...

Assim, resolvi mostrar aqui como eu organizo meu modesto carrinho onde cabem todas as minhas brincadeiras. Fiquem à vontade para comentar e fazer sugestões, cada dia a bagunça aumenta e estou sempre pensando em como rearranjá-la.

Abs.,
Otávio

Visão Geral

Comprei esse gaveteiro em um hipermercado (não lembro se Walmart ou Extra). Ele é de plástico e tem rodinhas, o que quer dizer que é bem fácil de carregar para onde eu quiser trabalhar (com mais luz, menos calor, na frente da TV, perto do computador, etc).



Nível Superior - Solda e Terceira Mão

Em cima do carrinho eu deixo o ferro de solda e esse suportezinho chamado de terceira mão. Eles são pesados e desajeitados e ficam melhor aí. Na terceira mão, nesta foto, tem um eixo com engrenagens, que eu estava usando para prototipar um projeto. Essa terceira mão tem uma lupa, que eu coloquei de lado para este projeto. Não liguem para esse carretel de fio, ele vai sair daí.

Primeira Gaveta - Componentes

Essa gaveta tem, basicamente, caixas organizadoras. O tema aqui é "componentes", então cada caixa tem um tipo. Vou mostrá-las abaixo.






Resistores

Eu não queria me embananar com os resistores e ter que ficar consultando o que é mesmo cada cor em outro lugar quando precisasse, então comprei essa caixinha em uma loja de 1,99 (foi 5 reais, mas beleza) e escrevi a resistência de cada grupo no papel que vem neles. Os que não tinham papel ganharam uma fita crepe dobrada para identificar.


Kit Arduino

Essa caixa é basicamente o Kit para iniciantes em Arduino que eu comprei da Robocore. Deve ter mais alguns LED's e umas garras jacaré, mas é basicamente o kit.


Transistores

Quando comprei minha estação de solda na MRE Ferramentas, vi essa caixinha de plástico antiestática e comprei também. Guardo ali os transistores e circuitos integrados, que costumo comprar na Huinfinito


Motores

Nessa caixinha ficam meus motores. O de passo e os desbalanceados são sucata. Os servos vieram do Mercado Livre. O DC eu comprei no e-bay.


Baterias e Pilhas

Minhas pilhas AA eu compro em hipermercado mesmo. As baterias de 9V e as de relógio eu comprei na Solda Fria, junto com esses cabinhos manga flexíveis.


Segunda Gaveta - Ferramentas





Terceira Gaveta - Projetos em andamento








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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Uma câmera nova para 2013

Quando você nasce com os olhos puxados, você assume uma responsabilidade: sempre que um amigo quiser comprar um computador, um celular ou uma máquina fotográfica, ele vai perguntar a sua opinião, não tem como escapar.

Hoje eu resolvi assumir essa responsabilidade e escrever aqui para vocês como foi que eu escolhi a câmera que comprei no começo desse ano de 2013, uma Sony Cybershot HX30V.

Primeira Questão: Onde buscar informações?
Algumas questões a gente tem que pesquisar na internet colocando o ano junto. Sempre que eu penso em comprar um computador, um jogo de vídeo game, um celular ou câmera, eu procuro "Melhor câmera de 2013" colocando o ano atual ou o anterior, porque a internet já está cheia de artigos de todas as idades e os aparelhos eletrônicos são melhor comprados se a gente conhece o que há de atual. Eu não acredito em prazo de validade de eletrônicos e fico anos e anos com o mesmo celular ou computador, mas na hora de comprar, um modelo mais atual vai ter uma relação custo/benefício melhor. Além disso, é mais fácil conseguir suporte para o modelo à venda do que para aquele comprado há dez anos.
Neste ano que acabou de começar, eu estava de olho em uma câmera digital e várias perguntas surgiram imediatamente: devo comprar uma câmera ou um celular melhor? Ou uma filmadora? Qual câmera? Vou tentar dar minha opinião para cada uma dessas perguntas.

Aviso: eu sou só mais um curioso que gosta de pesquisar coisas na internet e ver vídeos no YouTube, então você não vai encontrar aqui a opinião de um especialista, ok?

Segunda Questão: Câmera Digital ou Celular?
Os celulares de última geração (os tais "smartphones") têm saído com recursos muito bons para fotografia e levantam essa questão: será que eu preciso mesmo de uma câmera ou eu posso sair tirando foto só com o meu celular?

Os últimos modelos da Apple (Iphone 4S e 5) e da Samsung (Galaxy S III e Note 2) tiram fotos boas e têm recursos que deixam muita câmera no chinelo. A Nokia tem tradição em fazer celulares com boas câmeras. O Lumia 920 tem lentes Carl Zeiss, estabilização de imagem e outros recursos excelentes, mas ainda não chegou por aqui (a previsão é de que chegue até março).

Um dos problemas desses "brinquedos" é o preço. Qualquer um dos que mencionei custa entre R$ 1.800,00 e R$ 2.000,00. Se você já está pensando mesmo em comprar um smartphone e quer aproveitar para economizar na câmera, você pode partir para esse caminho. Existem celulares mais baratos, mas eu não recomendaria para quem quer usar como sua câmera principal, pela qualidade das fotos.

O meu celular atual é um Nokia N97mini. Ele já está velhinho, mas me salvou de ficar sem fotos quando minha câmera digital caiu no mar. Só o que senti falta (e você também vai sentir se optar por um celular) foi do zoom óptico. Nenhum celular ou tablet que eu conheço tem uma lente como a de câmeras de verdade, que se ajusta para gerar um zoom óptico efetivo. Esse é o segundo problema que eu vejo nos smartphones e tablets. Se o zoom é importante para você, opte por uma câmera.

Terceira questão: câmera digital ou filmadora?
O YouTube transformou a internet em um grande canal de vídeos e isso, por incrível que pareça, afetou minha escolha de câmera. Eu adoro ler, mas se você quer conhecer algum assunto superficialmente, é muito melhor assistir um vídeo do que ler um texto. Eu também gosto de escrever, mas se eu pudesse fazer um vídeo em Full HD você estaria lendo esse texto?

Eu passei algum tempo namorando filmadoras. Existem modelos voltados para blogueiros, como a Sony Bloggie e outros voltados a praticantes de esportes radicais, como a GoPro e a Xtrax, mas nenhum deles tem o tal zoom óptico de que eu tanto gosto. Fora do nicho especializado, as filmadoras perdem um pouco o sentido, já que dá para filmar e fotografar com a maioria das câmeras digitais. Uma filmadora seria mais um trambolho para você carregar por aí, então eu não recomendo.

Quarta questão: que tipo de câmera?
Os três tipos principais disponíveis no mercado hoje são as compactas (ou point-and-shoot), as reflex (DSLR) e as de terceira geração (ou mirrorless).

Eu já tive uma câmera reflex, mas esse tipo de câmera é muito grande e acaba se tornando pouco prática. É claro que as fotos que elas fazem costumam ser muito melhores que as das compactas. Além disso, a possibilidade de trocar lentes, flash e outros acessórios as torna o centro de um hobby completo. O problema é o tamanho, que quase me levou a comprar uma mirrorless.

Câmeras mirrorless são câmeras sem o espelho que dá nome às reflex. Elas também têm lentes intercambiáveis e flashes opcionais. O modelo com a melhor relação custo/benefício que encontrei foi a Sony NEX-5R, mas confesso que fiquei apaixonado pelo design retrô da Olympus OM-D EM-5, eleita a melhor de 2012 por um site especializado.


As câmeras compactas são conhecidas como point-and-shoot ("apontar e atirar", numa tradução tosca) por sua simplicidade de uso e suposta falta de recursos, mas nem todas são assim. A principal vantagem delas é o fato de caberem no bolso (em preço e tamanho). Dizem que a melhor câmera é aquela que está sempre contigo. Isso é o que torna os celulares uma boa competição. E isso é também o que me fez optar por uma compacta.

Quinta questão: qual marca?
Eu já tive câmeras Fuji, Canon, Panasonic e Casio (nessa ordem), mas dessa vez optei por uma Sony. Por quê? Obviamente, eu não tenho muito problema com mudança de marca, então eu olho mais para as características técnicas. Até alguns anos atrás, a Sony usava um tipo de cartão de memória só deles, o tal MemoryStick, e eu não gostava disso. Hoje em dia, a Sony usa cartões SD (assim como todos os outros fabricantes de eletrônicos) e isso facilita muito a vida quando você quer transferir suas fotos de um dispositivo para outro. Outra coisa que ficou mais universalizada hoje em dia foram os carregadores. A câmera que comprei se conecta ao computador por uma conexão mini USB e a bateria é carregada por ela. Ou seja, eu posso usar o mesmo cabo para carregar meu celular ou minha câmera e ainda transferir dados de ambos para o computador. Eu nunca tinha tido uma Sony, então resolvi experimentar. Recomendo você pegar uma marca conhecida, mas não tenho razões para indicar uma específica.

Sexta questão: qual modelo?
Aqui é que a coisa pega. Todas as marcas têm dezenas de modelos, então você tem que escolher as funcionalidades de que faz questão e cabem no seu bolso (dessa vez estou falando só de preço).


Minha câmera anterior, uma Casio Exlim H20G tinha GPS e fazia bom uso disso. Usei-a em uma viagem a Buenos Aires e ela tinha mapas completos com indicações de monumentos e fotos deles, para guiar o passeio. Achei muito legal, mas não consegui usar isso no Brasil. Ela até tem fotos de Brasília e Recife, mas não tem mapas para nenhuma das duas cidades. Ainda assim, você pode usar o GPS para marcar nas fotos onde você estava, mas não é uma funcionalidade de que eu precise.

Algumas câmeras que vi por aí têm tela sensível ao toque. Em tempos de iPads e afins, a gente quer tocar em toda tela que aparece, então isso pode ser algo desejável. Um uso bacana disso é poder indicar para a câmera onde concentrar o foco tocando na imagem. Alguns smartphones já têm esse recurso. Acho legal, mas também não dei prioridade.

O que eu dei mais atenção foi para o modo de gravação de vídeo. A minha Casio não me deixava alterar o zoom enquanto gravava e isso era meio frustrante. Gostei da Sony HX30V porque ela permite fazer isso e ainda registrar fotos de 13MP enquanto grava vídeos em Full HD com 60 fps. Se você não sabe o que isso quer dizer, talvez vídeo não seja tão importante para você.

Quem curte fotografia pode também gostar de ter mais opções manuais. A Sony HX30V foi a primeira das minhas câmeras a permitir controle completo de exposição, abertura e ISO. Achei muito legal poder alterar a exposição e ver na hora, no visor, o efeito daquela configuração na foto. Para quem está aprendendo, é sensacional.

Por fim, a funcionalidade que me fez optar pela HX30V e não pela HX20 foi o Wi-Fi. A diferença entre os dois modelos é só essa (e cerca de US$ 20,00). O que a tecnologia wireless agrega à câmera é a possibilidade de mandar as fotos direto para o computador (ou para smartphones com aplicativos específicos) e, o que é melhor, ver as fotos na sua TV sem precisar ficar procurando cabos e configurando coisas, usando a tecnologia DLNA. É a maneira mais legal de mostrar fotos para parentes e amigos.

Espero ter ajudado quem está procurando um modelo de câmera para comprar. Eu comprei a Sony HX30V, mas recomendo dar uma olhada também na Panasonic TZ30, que ganhou dela nessa comparação. Eu não represento nenhum fabricante, loja ou importador, então fiquem à vontade para dar suas opiniões nos comentários.

Se você está feliz (ou não) com a sua câmera atual, dê a dica também. Assim, os demais leitores poderão ter outros pontos de vista.

Abraço,

Otávio